Ontem, a DICE lançou Battlefield 3, um dos jogos mais esperados em 2011. Sinceramente, não me importo. Jogos de tiro em primeira pessoa nunca me atrairam, com raras exceções. Pra mim, o mais importante é saber qual o próximo jogo que esse estúdio produzirá. Mais especificamente, eu estou torcendo por uma sequência para um dos melhores títulos a surgirem na atual geração de videogames: Mirror’s Edge.
Bem recebido pela crítica, o jogo não foi o grande sucesso esperado pela Electronic Arts: até outubro de 2010 pelo menos, Mirror’s Edge havia ultrapassado a barreira dos 2 milhões de cópias vendidas. É um número respeitável, porém, para efeito de comparação, saiba que analistas preveem que Battlefield 3 alcance os 11 milhões só no primeiro ano. Apesar disso, a DICE já deu diversas vezes entrevistas afirmando a vontade de produzir uma sequência, que também é mencionada em alguns currículos encontrados no LinkedIn. Mas até agora tudo não passou de palavras. Chegaram a existir boatos de que a produção de Mirror’s Edge 2 teria sido interrompida para que toda a equipe da DICE pudesse se dedicar a Battlefield 3. Com o lançamento desse game essa semana, será que o caminho está livre para uma sequência de Mirror’s Edge?
Se você ainda não conhece Mirror’s Edge, sempre há tempo para isso. Lançado no final de 2008, o jogo em primeira pessoa para PC, Xbox 360 e Playstation 3 coloca o jogador no controle de Faith, uma mensageira ativista de um grupo rebelde que luta contra a opressão da ditadura de um país fictício. Para se safar desapercebida na cidade grande durante suas missões, a protagonista utiliza habilidades de “le parkour”, técnica que consiste em superar obstáculos urbanos e chegar de um local ao outro da forma mais ágil possível. No encontro com inimigos, a melhor opção sempre é fugir. Dessa forma, o jogo oferecia uma verdadeira sensação de perigo, onde o combate quase sempre era o prenúncio de um “Game Over”. Aliado a um enredo cativante e um design bastante icônico, foi o suficiente para me cativar.
Claro, o jogo tinha lá seus problemas. Não é nenhum pouco imersivo uma estória contada na maior parte por cenas de corte inspiradas no animê, enquanto que no jogo interagíamos com personagens em computação gráfica. Além disso, o game também tinha um certo aspecto de “incompleto”. Todos os edifícios nos quais era possível entrar eram muito desertos, sem nenhum personagem a não ser Faith e eventuais perseguidores. E, em pouco tempo de jogo, era possível dominar a dinâmica do jogo, o que tornava a experiência banal e sem surpresas.
São defeitos que torço para ver corrigidos em uma possível sequência. Mirror’s Edge está à venda por R$ 79 na Xbox Live Brasil. Você também pode comprar por US$ 19.99 na Xbox Live americana ou, pelo menos preço, a versão para PC distribuída no Steam.

